BRASIL perdeu 1 MILHÃO de EMPREGOS
BRASIL perdeu 1 MILHÃO de EMPREGOS - Dilma Rousseff Lula Na construção civil, o corte é de quase 12% no número de trabalhadores. Esse é o resultado até agosto, que em 2015 foi o pior dos últimos 20 anos
Posted by Arnaldo Jabor on Sábado, 26 de setembro de 2015
O Brasil já perdeu quase 1 milhão de empregos em um ano. O país tem hoje 985 mil vagas formais a menos do que tinha 12 meses atrás, isso significa uma piora de 2,37% no nível de emprego formal.
Mas tem setor que já perdeu muito mais que isso. Na indústria houve uma queda de 5,6%. No extrativismo, menos 6%. Na construção civil, corte de quase 12% no número de trabalhadores.
Esse é o resultado até agosto, que em 2015 foi o pior dos últimos 20 anos. Só no mês foram fechadas 86,5 mil empregos com carteira assinada. E a região que teve o pior resultado foi a Sudeste, como mostra o repórter Filippo Mancuso.
Das cinco regiões do país, o número de empregos caiu em quatro. Só o Nordeste teve alta em agosto. O Sudeste, em compensação, é a principal responsável por essa baixa com menos 54 mil postos de trabalho, 63,% de todos empregos perdidos no Brasil.
Das cinco regiões do país, o número de empregos caiu em quatro. Só o Nordeste teve alta em agosto. O Sudeste, em compensação, é a principal responsável por essa baixa com menos 54 mil postos de trabalho, 63,% de todos empregos perdidos no Brasil.
Em São Paulo, por exemplo, a indústria foi a que mais demitiu, mas o estado que mais perdeu vagas mesmo foi Minas Gerais. Está tão difícil encontrar vaga por lá que nem as empresas de recolocação profissional estão conseguindo ajudar quem tá desempregado.
Fernando ajuda empresas a contratar executivos. A companhia dele cresceu 40% em 2014. Neste ano, com a crise, a demanda só caiu e chega a ser 50% menor em setores com mineração.
“Algumas empresas do nosso segmento têm fechado escritórios. Diante disso, se a gente trabalhar com uma queda de 10% a gente tá razoável, é a nossa meta para 2016”, explica o sócio-diretor Fernando Guedes.
A empresa do Fernando só trabalha com vagas de gerência, mas quem recruta pra cargos mais baixos também está com dificuldades.
As vagas estão sumindo e as salas dos processos de seleção, lotando. Só nos últimos três meses uma empresa de recrutamento, com escritórios em 10 cidades brasileiras recebeu mais de 300 mil currículos de candidatos em busca de uma oportunidade. E o número de oferta de emprego? Não representa nem 10% das inscrições.
O número de currículos recebidos neste ano dobrou em relação ao ano passado. Desde julho, Rosilene procura uma vaga de emprego.
“Eu procuro pela internet, por e-mail, entregando currículo pessoalmente, me cadastrando em sites de emprego e cada semana eu percebo que as entrevistas diminuem, elas não aumentam”, diz Rosilene dos Santos Murta, desempregada.
Uma pesquisa com 850 executivos de grandes empresas mostra que 23% deles devem demitir nos próximos três meses, e 65% não devem fazer mudanças de pessoal. Quantos pretendem contratar? Só 9%, mas eles são a esperança das empresas de recrutamento.“A nossa expectativa é de ver, realmente, o serviço em comparação á indústria será ainda o motor do último trimestre, mesmo se o resultado geralmente não é positivo. Estou falando de comércio, estou falando de comércio varejista, estou falando de finanças e seguro. Também as áreas onde nós temos cronicamente, cotidianamente vagas abertas que são na área de engenharia, na área de ti e na área também de cosmética e saúde, especialmente cosmética pensando final do ano”, diz Riccardo Barberis, CEO da ManPowerGroup Brasil.
Fonte: Jornal da Globo
Fonte: Jornal da Globo
